Hugo César de Araújo Ferreira, Mário Antonio de Moura Simim, Franco Noce, Dietmar Martin Samulski, Varley Teoldo da Costa

ANÁLISE DO ESTRESSE EM ÁRBITROS DE FUTSAL

RESUMO

No contexto do futsal a atuação dos profissionais da arbitragem passou a ter uma importância muito significativa nas partidas. Uma vez que em função da velocidade do jogo, esses profissionais têm a responsabilidade de aplicar as regras sob condições de pressão de tempo severas. As funções exercidas pelo árbitro de futsal são complexas, pois exigem habilidades psicológicas como atenção, concentração, tomada de decisão e controle do estresse. Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar as situações causadoras de estresse em árbitros federados da modalidade futsal. Participaram deste estudo 56 árbitros federados (85,7% Masculino e 14,3% Feminino), com média de idade de 36,75±9,02 anos, com tempo médio de experiência na arbitragem federativa de 10,16±6,72 anos. O instrumento utilizado foi o Teste de Estresse para Árbitros dos Jogos Esportivos Coletivos – TEPA, validado por Silva (2004). Os resultados indicam que os principais fatores causadores de estresse foram: “falta de responsabilidade do colega e outras pessoas” (=2,70±1,09), “chegar tarde ou atrasado no local do jogo” (=2,63±1,24), “ter consciência após o jogo do erro que cometeu” (=2,44±1,27), “errar seguidamente” (=2,42±1,29), “falta de segurança para chegar e principalmente voltar para casa” (=2,39±1,20). Analisando os itens por dimensão não foram encontradas diferenças estatísticas entre os fatores biológicos, psicológicos e sociais. A principal conclusão deste estudo indica que o estresse dos árbitros de futsal está relacionado a fatores pessoais e a fatores provocados pelo meio ambiente, interações e conflitos com outras pessoas e pelas condições de infra-estrutura e falta de segurança nos locais onde acontecem os jogos.

Palavras chave: Estresse, árbitro, futsal.

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Análise do estresse em árbitros de futsal